A fauna da Floresta Atlântica representa uma das mais ricas em diversidade de espécies e está entre as cinco regiões do mundo que possuem o maior número de espécies endêmicas. Está intimamente relacionada com a vegetação, tendo uma grande importância na polinização de flores, e dispersão de frutos e sementes.

“A Terra em sua biografia conheceu cataclismos inimagináveis, mas sempre sobreviveu. (...) A degradação crescente de nossa casa comum, a Terra, denuncia mossa crise de adolescência. Importa que entremos na idade madura e mostremos sinais de sabedoria. Sem isso não garantiremos um futuro promissor. (...) Precisamos de um novo paradigma de convivência que funde uma relação mais benfazeja para com a Terra e inaugure um pacto social entre os povos no sentido de respeito e de preservação de tudo que existe e vive. Só apartir desta mutação faz sentido pensarmos em alternativas que representem uma nova esperança.”

Leonardo Boff
Extraído do livro: Saber Cuidar: ética do humano – compaixão pela terra.

Preservar o meio ambiente : um compromisso de todos.

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Sapo de Chifre - Proceratophrys appendiculata

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Sub Filo: Vertebrata
Super Classe: Tetrapoda
Subclassis: Lissamphibia
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Subordo: Neobatrachia
Família: Cycloramphidae
Sub Família: Alsodinae
Genero: Proceratophrys
Especie: Proceratophrys  appendiculata  
Nome Cientifico : Proceratophrys appendiculata 


Nome Popular: Sapo de Chifre


Caracteristicas
Porte médio a grande, sua pele é aveludada,muito semelhante a um sapo comum. Sua principal característica é um par de apêndices cutâneos parecidos com chifres acima do olho. A coloração no dorso varia de cinzenta a parda, ornamentado por manchas castanho-escuras e por faixas longitudinais, o que lhe confere o poder de camuflar-se facilmente na serrapilheira da floresta.

Habitat
De Pernambuco a Santa Catarina, principalmente no litoral.
Habitam florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude, regiões subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude e rios.

Habitos Alimentares
Insetívoro, consumindo baratas, aranhas, grilos, besouros larvas de lepidópteros e ortópteros, e ocasionalmente também outros anuros.




Colaborador:
Cadu - Biólogo
Biólogos e Cia

Foto: Rafael Mendes

Perereca de Banheiro - Scinax fuscovarius

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissamphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobathrachia
Família: Hylidae
Sub Família: Hylinae
Gênero: Scinax
Espécie: S. fuscovarius
Nome Popular: Perereca de Banheiro
Distribuição
Do sudeste ao sul do Brasil.
Habitam áreas abertas com árvores ralas, ao redor de represas e em poças temporárias.
Carcterísticas
Anfíbio de pequeno porte, medindo 4,3 cm de comprimento rosto-cloacal. A coloração amarelada dos flancos e da face ventral é caracterísiticos dos machos em época de reprodução. O ventre é esbranquiçado, com manchas escuras. As coxas apresentam fortes manchas amarelas que contrastam com regiões pretas na porção posterior. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de insetos e pequenas aranhas.

Rã Assobiadeira - Leptodactylus fuscus

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Anphibia
Sub Classe: Lissamphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Leptodactylidae
Gênero: Leptodactylus
Espécie: L. fuscus
Distribuição
Do Panamá ao sul da América do Sul.
Habitam lagos, brejos e pântanos.
Características
Anfíbio de médio porte com focinho pontiagudo e dorso acinzentado, ornamentados com manchas marrom irregulares. Alguns indivíduos apresentam uma faixa longitudinal na região mediana do dorso. Os machos apresentam coloração escuras na lateral da região gular, ao passo que nas fêmea é branca.
Hábitos Alimentares

Insetos e larvas.

Pingo de Ouro - Brachycephalus ephippium

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissamphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Brachycephalidae
Gênero: Brachycephalus
Espécie: B. ephippium
Nome Popular: Pingo de Ouro
Distribuição
Da Bahia ao Paraná.
Habitam matas da Serra do Mar e da Mantigueira.
Características
Mede 14 mm. Caminha vagarosamente de modo característico e raramente pula. Sua cor é vistosa. Produz substâncias tóxica na pele, semelhante a tetrodotoxina, provavelmente como função defensiva contra predadores.
Hábitos Alimentares
Insetívoro.

Rã Comum - Leptodactylus ocellatus

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissanphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Leptodactylidae
Gênero: Leptodactylus
Espécie: L. ocellatus
Nome Popular: Rã Comum

Distribuição
Toda América do Sul.
Habitam brejos, pântanos e lagos.
Características
Animal robusto e de grande porte, apresentando, quando adultos, cerca de 10 cm de comprimento rosto-cloacal. Se locomove aos pulos.
Hábitos Alimentares
Insetos, caramujos e lesmas, apanhando-os com a língua.

Perereca - Hyla arborea

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissanphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Hylidae
Sub Família: Hylinae
Gênero: Hyla
Espécie: H. arborea
Nome Popular: Perereca Arbórea
Distribuição
Por todo o Brasil.
Habitam brejos, pântanos e florestas.
Características
Os ossos dos dedos são elásticos e na extremidade de cada dedo possui uma pequena almofada adesiva com que se prendem facilmente aos galhos. alem disso são dotados de membranas elásticas (interdigitais), que quando estendida forma uma espécie de pipa. Encurvando o tórax e estendendo as pernas, as pererecas podem realizar um voo de quase 2 m de distancia.
Hábitos Alimentares
Insetívora.

Perereca Cabrinha - Hyla albopunctata

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissanphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Hylidae
Gênero: Hyla
Espécie: H. albopunctata
Nome Popular: Perereca Cabrinha
Distribuição
Planalto Central, principalmente no sudeste do Brasil e Paraná. Contudo parece estar ampliando sua distribuição em decorrência de ação atrópicas.
Habitam florestas.
Características
De médio porte, com cerca de 5 cm de comprimento rosto-cloacal. coloração que vai do amarelo ao marrom, passando pelo predominante avermelhado. Possui faixas escuras transversais no dorso e nas pernas. Possui focinho alongado com uma faixa escura lateral. As coxas apresentam caracteristicos pontos amarelos na face interior. Tanto o macho como a fêmea possuem espinhos sexuais nas mãos.
Hábitos Alimentares
Insetívoro.

Sapo - Rhinella marina

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata

Super Classe: Thetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissanphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Bufonidae
Gênero: Rhinella
Espécie: R. marina
Nome Popular : Sapo Comum
Distribuição
Do nordeste ao sudeste do Brasil.
Habitam pântanos, brejos e lagos
Características
Mede cerca de 7 cm de comprimento. Cor marrom. Possui duas glândulas de veneno ativo na parte superior da cabeça. O veneno esbranquiçado de sabor e odor desagradável oferece perigo até para o homem. O predador que ingerir esse veneno altamente tóxico certamente morrera. Porem não utiliza esse veneno como arma de ataque, pois não consegue lançar a distancia. O veneno surge de poros ao ser exercida uma certa pressão sobre as parótidas, quando o liquido pode ser projetado a até quase meio metro de distancia. Assim o veneno é muito útil quando o sapo é mordido por um predador.
Hábitos Alimentares
Insetos, vermes, larvas, camundongos, cobras e caracóis.

Perereca Leiteira - Trachycephalus mesophaeus

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Amphibia
Sub Classe: Lissamphibia
Ordem: Anura
Sub Ordem: Neobatrachia
Família: Hylidae
Sub Família: Hylinae
Gênero: Trachycephalus


Nome Popular : Perereca Leiteira

Distribuição

...

Características
Perereca com coloração de castanho-escuro até bege, possuindo uma banda em cada lateral de seu corpo que se une aos olhos e focinho. É uma perereca de grande porte, podendo atingir até 7 cm de comprimento. Podem expelir um jato de urina como forma de defesa quando ameaçada.


Hábitos Alimentares
Alimenta-se exclusivamente de insetos.



Colaboradores
Jacó, Thiago Baldine - Biológos - Equipe Biólogos  Cia

Sapo Martelo - Hipsyboas faber

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Sub Filo: Vertebrados
Classe: Lissamphiabia
Super Classe: Tetrápodo
Sub Classe: Diapsida
Ordem: Anura
Familía: Anura
Gênero: Hyla
Espécie: H. faber

Nome Popular: Sapo-Martelo, Sapo-Ferreiro

Distribuição
Ocorre do nordeste ao Sul do Brasil, Misiones, na Argentina, e Sudeste do Paraguai.


Características
Coloração amarelo-terrosa, com uma listra escura que vai do focinho até a confluência das coxas as quais, como as pernas, apresentam faixas transversais. Partes inferiores mais claras.
O tamanho é de 7,5 cm para os machos e as fêmeas podem passar de 10,5 cm.
O nome popular da espécie decorre de sua vocalização, a qual se parece ao golpe de um martelo sobre a lata (ferreiro).


Hábitos Alimentares
Os girinos alimentam-se de matéria em suspenção, detritos e organismos animais e vegetais em decomposição (Kwet e Di-Bernardo, 1999). Os Adultos alimenta-se de alguns insetos.

Colaborador:
Jacó - Biológo - Equipe Biólogos  Cia

Foto : Rafael Mendes

Sapo Cururu - Rhinella icterica

Taxonomia:
Filo: Chordata
Sub Filo: Vertebrados
Super Classe: Tetrápodo
Sub Classe: Diapsida
Classe: Lassamphibia
Super Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Bufonidae
Gênero: Rhinella
Espécie: R. icterica (Spix, 1824)
[Sinonímia: Bufo ictericus]


Nome Popular: Sapo Cururu


Distribuição:
Espécie amplamente distribuída na Floresta Atlântica do Sudeste e Sul o Brasil.


Características:
É um sapo muito grande (machos de 100 - 130mm, fêmeas de 110 - 140mm), o machos são unicolores (cinza-amarelado) e as fêmeas são bege-parda-claras e assim como os filhotes possuem o dorso om padrão retangular de manchas escuras e uma estria médio-dorsal de coloração clara. O ventre é branco, marmoreado de castanho. Possuem cristas cefálicas pronunciadas; glândulas paratóides grandes e pele muito verrugosa (Kwet & Di-Bernardo, 1999; Carvalho-e-Silva e Izecksohn, 2001).


Hábitos Alimentares:
Na fase adulta alimenta-se de insetos em geral, lesmas e pequenos roedores. Quando girino alimenta-se de matéria em suspensão e na superfície d pedras e plantas submersas (Kwent & Di-Bernardo, 1999).

Foto : Rafael Mendes